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Esse é o provocativo título do livro organizado pelo WWF-Brasil, pela TNC (The Nature Conservancy), pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e pelo IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), com o intuito de mostrar o que a sociedade brasileira faz para implementar a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). O acordo internacional objetiva promover o desenvolvimento sustentável e a conservação da diversidade biológica, e já foi assinado por mais de 170 países desde sua criação na Rio 92. O lançamento coincide com a 8ª Conferência das Partes da CDB, a chamada COP8, que acontecerá pela primeira vez no Brasil, em Curitiba, entre os dias 20 e 31 de março.
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| Publicado pela Editora Peirópolis, o livro é dividivido em três partes: |
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A primeira “Com a mão na massa” trata das ações de instituições diretamente relacionadas à conservação ou ao uso sustentável da biodiversidade. Elas trabalham no campo, com espécies, recursos genéticos, ecossistemas e comunidades, criando oportunidades de conservação e promovendo formas de uso mais racional dos recursos naturais. Entre elas estão ONGs que trabalham com espécies ameaçadas, como a Fundação Biodiversitas e a Associação Mico Leão Dourado; instituições envolvidas com a conservação de paisagens entre as quais a Companhia Vale do Rio Doce e o SESC Pantanal; e aquelas que lidam com recursos genéticos, como a Extracta Moléculas.
A segunda seção, intitulada “Dê-me uma alavanca e eu moverei o mundo”, apresenta instituições que possuem programas ou conjuntos de ações que estimulam a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. Essas organizações alavancam recursos para a conservação, agregando valor aos produtos dela derivados. Patrocinam atividades de outras instituições e incentivam projetos que apresentem sustentabilidade ambiental. São bancos, como o Unibanco e o ABN AMRO; certificadoras, como a Imaflora; e instituições que trabalham potencializando o capital humano, como o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) e o Sebrae.
A terceira e última seção, “Olho vivo e coração aberto”, traz experiências ligadas à informação sobre a biodiversidade na mídia e ao esforço de valorização do conhecimento dos povos indígenas, principalmente por meio da informação sobre sua importância. Estão reunidos, entre outros, artigos de profissionais de veículos como a Revista Terra da Gente, Ciência Hoje e o Programa Biodiversidade Brasil da TV Cultura, bem como de instituições que trabalham com a proteção dos conhecimentos tradicionais, como o INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) e a COIAB (Coordenação das Organização Indígenas da Amazônia Brasileira).
Essa publicação, inédita por trazer as contribuições desses diferentes setores para a implementação da Convenção, conta com o apoio financeiro da USAID, do Banco Mundial, da Companhia Vale do Rio Doce e a GTZ (Agência de cooperação técnica da Alemanha).
As editoras, todas mulheres, acreditam que “a amostra aqui apresentada revela a extensão do que tem sido feito pela sociedade brasileira em prol da implementação da biodiversidade e mostra, também, o quanto pode ser feito por meio da promoção de uma maior interação entre os diversos setores da sociedade”.
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O papel da sociedade na implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) inspira livro lançado na COP 8: |
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Entre as diversas ações de divulgação de estudos, relatórios e livros inseridos na programação do COP 8, destaca-se o lançamento da obra “Biodiversidade: para comer, vestir ou passar no cabelo?”, da Editora Peirópolis. O livro, com cerca de 40 artigos conceituais e estudos de casos sobre os principais temas da Convenção, foi editado por Ana Cristina Barros (The Nature Conservancy), Beatriz Bulhões (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável - CEBDS), Nurit Bensusan (WWF Brasil), e Alessandra Arantes (Instituto Internacional de Educação do Brasil).
O livro traz diversos casos de parcerias entre Ongs e empresas. Um os capítulos traz a Aliança dos Grandes Rios, uma parceria entre a The Nature Conservancy e a Caterpillar para a conservação dos grandes rios do mundo. As atividades da iniciativa, possibilitada pela doação de 12 milhões de dólares da Caterpillar, são desenvolvidas no Brasil, Estados Unidos e China. Para Ana Cristina Barros, representante da TNC no Brasil, “ao editar o livro, foi um prazer ver a quantidade e a qualidade dos exemplos disponíveis de colaboração entre ongs e empresas para a conservação da biodiversidade. Muitos livros seriam necessários para incluir todas as lições e benefícios que essas ricas experiências oferecem a sociedade.”
Com o objetivo de mostrar a abrangência da Convenção como o principal tratado internacional sobre biodiversidade, o livro, com uma linguagem prática e acessível, em suas 419 páginas, apresenta de forma simples os avanços cooperativos de governos e sociedade - locais, nacionais e internacionais - para a inclusão da biodiversidade como elemento central do futuro do planeta. A publicação ilustra ainda a abrangência da Convenção e a diversidade das ações em curso no Brasil para a sua implementação, assim como o trabalho desenvolvido pelas organizações da sociedade civil (ONGs) e pelas empresas atuantes no Brasil em prol da implementação da CDB também são abordados amplamente pelos autores.
Parte da renda obtida com o Livro, é revertida ao Fundo de Publicações do Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB, reconhecido pela edição de livros da temática sócio-ambiental e na tradução e publicação em português de livros e outras publicações internacionais. A obra foi patrocinada pela GTZ, Banco Mundial, UsAid e Companhia Vale do Rio Doce.
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Os colaboradores - Alguns autores de artigos do livro: |
David Oren, TNC Fernanda Ferraz, Natura Fernando Almeida, presidente executivo do CEBDS João Neves, Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) Marina Kahn, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FunBIO) Sérgio Leitão, Greenpeace
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Além dos artigos, são apresentados estudos dos casos de entidades como: |
Funatura, Fundação Vitória Amazônica (FVA), Associação Mico Leão Dourado (AMDL), Associação Caatinga, Conderação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CNRPPN), WWF Brasil, Instituto Brasileiro Indígena de Propriedade Intelectual (INBRAPI) |